Como prometido para minha amiga do peito, irmã camarada Fenaninha do blog O Fantástico Mundo de Fran, este post é resposta ao desafio iniciado por outra blogueira e que acabou se estendendo a mim também! Gostaria de agardecer o convite, afinal, esse pequeno desafio me fez pensar sobre algumas coisas engraçadas, interessanete, profundas... enfim! Aí vão as respostas.

7 coisas que eu tenho que fazer antes de morrer:
1 - Escrever um livro
2 - Ter um filho, pelo menos
3 - Aprender novas línguas
4 - Comer uma pizza napolitana em Nápoles (com sorvete napolitano de sobremesa)
5 - Aprender a me contentar somente com o necessário (o extraordinário é demais)
6 - Reaprender a pensar como uma criança
7 - Pirar de vez, ao menos uma vez.

7 coisas que eu mais digo:
1 - Eita!
2 - Nossa!
3 - Sei...
4 - Tipo...
5 - Ah tá...
6 - Inda bem!
7 -Ok, ok...

7 coisas que eu faço bem:
1 - Fotografar os outros
2 - Dar aula
3 - Rir
4 - Empadão de frango
5 - Torcer pro Vasco
6 - Jogar papo fora
7 - Ler o que me interessa

7 defeitos meus:
1 - Teimosia
2 - Orgulho
3 - Sarcasmo
4 - Perfeccionismo
5 - Chorona
6 - Uma língua afiada
7 - Não sou muito perseverante

7 coisas que eu amo:
1 - Família (aqui também entra o Clé)
2 - Amigos
3 - A vida
4 - Literatura
5 - Ter esperança
6 - Um céu com nuvens de algodão
7 - Capuccino com chantilly

7 qualidades:
1 - Sou uma amiga leal e chego na voadora
2 - Mexeu com qualquer um da minha família, arranjou um problema pessoal comigo
3 - Quando sou boa, sou ótima. Mas quando sou má, sou melhor ainda
4 - Como toda boa sagitariana, sempre acredito que amanhã será melhor que hoje
5 - E, como toda boa sagitariana, tudo o que eu tenho pra falar eu falo, e na cara
6 - Tenho uma memória de elefante falante
7 - Topo qualquer parada

E agora que já refleti muito sobre mim mesma e o mundo, chegou a hora de desafiar os outros:

Fernanda, do A Encantadora de Palavras;
Hudson, do MetallMilitia;
Mariana, do Gargalhando por Dentro;
Sam, do Fadas na Janela;
A.B. Ferreira, do Razão para viver....

É isso aí. Espero que a Fe e todos tenham gostado. E espero ver a resposta do desafio aos outros participantes em breve.

Acho que foi a Thalita Rebouças que inaugurou a moda. Depois, vi a mesma idéia em vários sites. Sim, é isso mesmo. Resolvi preparar uma lista dos presentes que eu gostaria de ganhar, apesar de ainda não estar com nenhuma vontade de comemorar o aniversário. Falta menos de uma semana, e eu não culpo ninguém por não querer me comprar um presente. Os shoppings estão lotados, as filas estão enormes... isso que dá fazer aniversário perto do Natal.

Mas, de qualquer forma, farei a lista com carinho. Uns presentes são possíveis, outros são só sonhos. Alguns ainda podem ser desejos antigos ou novos... enfim! Uma lista de alguns itens que eu gostaria que marcassem presença no meu niver.

1 - Paz: Eu sei que isso parece clichê de miss, mas se você morasse no Complexo do Alemão, saberia sobre o que estou falando. Apesar das Forças Armadas ainda estarem marcando uma presença pesada por aqui, quem vive a mais de vinte anos refém do tráfico e do crime não supera o trauma do dia pra noite. Inda mais porque não acredito em promessa de político (sorry, Cabral e Paes!). Prefiro acreditar no chefes das Forças Armadas, que dizem que não vão arredar o pé daqui tá cedo. E quem assim seja!

2 - Camisa do Vasco (3º uniforme): Não o primeiro, não o segundo... mas sim o terceiro! Dessa vez o pessoal lá do Vasco se superou de vez e conseguiu criar o uniforme mais lindo de todos os tempos. Essa cruz vermelha tomando a camisa toda não é só linda, é pura poesia. Digam o que quizer, este é o manto sagrado e ninguém me faz mudar de idéia.

3- Um emprego: Ahn, digamos que qualquer coisa na área de comunicação mediada pelo computador faz parte da minha área de atuação. Tô meio casada de ficar em casa, esquentando o sofá e fazendo levantamento de controle remoto. Então, qualquer coisa que vocês ficarem sabendo, de edição de imagens à gerenciamento de conteúdo, não esqueçam de avisar.

4- Melissa de bolinhas: Eu adoro bolinhas, eu adoro Melissas. Junte as duas coisas e você tem um presente perfeito. Apesar de gostar muito da preta de bolinhas brancas, também estou aceitando as outras, azul, branca, vermelha ou rosa. Ou qualquer outra cor. É só se fixar no modelo. Tenho muitas roupas para combinar com esta belíssima sandália, mas me falta o vil metal no bolso para adquirir uma.

5- Férias: E você se pergunta: mas en?! O negócio é que eu descobri que ficar em casa é tão cansativo quanto trabalhar. O trabalho de casa, de fato, estressa e é um emprego de tempo integral. Por isso, acho muito certo toda dona de casa ter direitos trabalhistas. Queria umas férias num lugar bem legal e tranquilo. Aceito convites para passear pelo Brasil e pelo mundo, sou uma ótima hospede e arrumo a minha cama. Além disso, sei cozinhar. Alguém me convida?

6- Coleção Crônicas do Mundo Emerso: Apesar do esforço, não consegui comprá-la. Entrou em falta lá no Submarino e nenhum site faz um precinho mais camarada (apesar de eles terem ficado pão-duros depois de comprados pela Lojas Americanas). Confeço que adoro as capas, e elas despertaram minha curiosidade. Além disso, muitas pessoas fizeram críticas boas e construtivas sobres esta coleção. E como eu nem gosto de literatura seriada, tá aí uma boa sujeistão de presente pra mim mesma!

7- Talento literário: Sério mesmo! Queria ter muito talento literário pra escreve muito e ser a próxima JK Rowling. Escrever me faz feliz, mas como eu sei que sou um fracasso, guardo a maioria das coisas pra mim mesma. Não, não insita. Não vou postar nada que eu ache que esteja minimamente bom para ser exibido na internet. Já tem lixo demais jogado por aí, e não vou ser eu a jogar mais bosta no ventilador.

8- Mochila do Jack: Tá bom, tá bom... O Jack (do 'Estranho mundo de Jack') é um dos meus personagens preferidos, junto com o Snoopy e o Garfield. Mas a mochila é tão linda! Não dá pra resistir. Estou paquerando esta mochila a mais de ano, e penso seriamente em tomar vergonha na cara, juntar uma grana e comprá-la. Mas se alguém quizer me dar, eu juro que eu empenho o dinheiro em cultura e entretenimento, ok? Pra falar a verdade, qualque coisa do Jack já vale. Até aquelas miniaturas megafofas.

9- Passar no mestrado: É, esse não foi o meu ano. 2009 tinha sido muito melhor. Das muitas coisas que não deram certo este ano, uma delas foi passar num mestrado. Eu sei que isso não é presente que se pessa, que depende só de mim, e que nem tem mais nenhum processo de mestrado rolando. Mas sonhar não custa nada! Diferente das inscrições, que vão de 100 reais ao infinito.

10- Um bolo de sagitário: Com algumas adaptações, este seria o bolo perfeito pra mim. Se for de chocolate com recheio de doce de leite, melhor ainda. Mas, por favor, sem passas! Se eu soubesse fazer arte no bolo, eu mesma faria um desses pra mim. Será que se eu mandar uma foto pra minha mãe, ela consegue fazer?

11- Menos calor: Lembra da música "Rio 40 graus, cidade purgatório da beleza e do caos"? Então, tipo... nem é verão, o solstício é só dia 21 de dezembro, e já está 40 graus. Nem quero imaginar a que temperatura iremos chegar este anos! Se bem me lembro, no verão passado chegou a fazer 50 graus no Centro do Rio! Imagina a sensação térmica... desse jeito só com ar condisionado e muita água gelada. E lá se vai o dinheiro pras operadoras de água e luz.

12- Casar: Algo que também não depende só se mim, mas do meu noivo, do fato de conseguir um emprego e/ou passar no mestrado. Veja bem, esse negócio de casar e ficar sendo sustendo pelos pais não faz bem o meu estilo. Por isso que eu digo que preciso de um emprego urgente! Quem casa quer casa, comida, roupa lavada, um crediário nas Casas Bahia e outro na Leader Magazine. Então, torçam por mim, para que eu possa ganhar este presente, que é quase um combo.


PS: As imagens contidas neste post não sçao de minha autoria. Se você é dono ou conhecer o dono de alguma delas, é só me avisar que eu linko e dou os direitos na legenda, ok?

Acabou a exposição do Hélio Oiticica aqui no Rio e eu nem falei dela. Agora é tarde, Inês é morta. Quem viu, viu. Quem não viu agora depende da boa vontade dos detentores do expólio do artista, e eu vou logo avisando que eles não são lá muito simpáticos. Não sei até que ponto o vil metal afeta estas pessoas, e não vou expecular sobre isso. Na verdade, a exposição "O museu é o mundo" me abriu os olhos da participação popular nas exposições de arte que eu frequento aqui no Rio.

Veja bem, eu mesma tenho a ligeira impressão de que os grandes centros culturais do Rio são meio opressivos, e eu vivo, trabalho e estudo nestes espaços. O Centro Cultural Banco do Brasil é um lindo castelo de estilo misto, bem de frente pra Igreja da Candelária. Ao seu lado, outro castelo imitando um estilo neoclássico: Casa França-Brasil. Descendo pela Avenida Rio Branco, nos deparamos com outro Centro Culural, este pertencente à Caixa Econômica. Um belíssimo prédio de estilo moderno com uma faixada deslumbrante. Estes lugares fazem exposições gratuitas. Estes lugares são super lindos e silenciosos. Estes lugares presam pelo seus papéis sociais, entretanto, algo me intriga cada vez que eu entro em um desses castelos: está tudo vazio.

Veja bem, ninguém entra "de graça" num lugar desses. Todos ali tem um propósito, apesar de eu ter uma ligeira impressão de que as vezes as mostras que lá estão não tem propóstico nenhum. Mas, vamos lá. A entrada é gratuita mas está vazio. Estranho? Nem tanto. Como eu disse, o ambiente é opressivo. Muitas vezes ele te exige um conhecimeno prévio sobre as mostras e exposições que a maioria das pessoas não tem, e não é culpa delas. Dificilmente existe uma pessoa dando alguma explicação sobre o que é e pra onde vai aquilo tudo. A maioria dos visitantes são crianças e adolescentes de escolar públicas e particulares, que se mostram particularmente entediados com tudo aquilo e esperam mesmo a hora do lanche. Os outros visitantes são pessoas estranhas que, assim como eu, lêem as placas das obras, suas descrições, observa a iluminação e tentam absorver algo mais sobre aquilo.

O que me leva a frase do Hélio: "O museu é o mundo". Um dia desses eu disse que a arte nunca será vida enquanto a via não for arte. Apesar de ser um tremenda filosofia de buteco, é exatamente isso que o Hélio quis dizer. Ninguém está acostumado a entrar no museu pra visitar uma exposição. A arte não é um interesse geral, mas a culpa não é desse povo suburbano sem cultura. A culpa é do modelo elitista europeu que, é claro, se aplica às arte em geral no Brasil.

A verdade é que a arte é feita por poucos para ser entendida por outros poucos. Daí vem os críticos de arte dizer o que é bom e o que é ruim, e eu sou obrigada a escutar alguns juízos de valor muito bizarros. O mundo não entra no museu, essa nao é a intenção! Lá dentro tem uma coleção de objetos raros que ninguém pode tocar, só alguns poucos autorizados. Muitos desses objetos são tão antigos, ou tão estranhos, ou tão feios, ou tão sem noção que ninguém dispende seu pouco tempo de diversão pra ir lá ver. Muita gente vai ao MAM, no aterro do Flamengo. Lá dá pra passar umas horas ao sol, andar de skate, tomar um sorvetinho. Poucas pessoas entram no MAM. Muita gente me diz que arte moderna é para poucos... mas por quê?

Eu não entendo esta arte que se esquece da vida, da sensibilidade e da humanidade. Pra mim não faz sentido ver um tubarão morto dentro de um tanque de gel. Isso, sério... não é arte pra mim. Desculpa! Onde foi parar aquele propósito de "arte é vida"? De que a arte deveria ter um papel libertador para todos? Sério mesmo, eu já disse por aqui que ando desacreditada com a arte e isso vem piorando cada vez mais, principalmente quando eu vejo a arte cada vez mais ligadas ao capitalismo do que a vida e a sensibilidade. Fico cada vez mais chocada quando eu percebo que a arte é feita mesmo para não ser entendidade, para não levar às pessoas a ocuparem os espaços de arte e para excluir as pessoas que perguntam "o que é isso?".

Chegou a hora de lutar por uma inclusão. Já passou da hora de perceber que cada um de nós é um artista potencial, um crítico potencial. Cada espaço de arte, cada centro cultural, cada galeria pertence a mim, a você e a todos. Nós podemos e devemos criar juízos de valores e opiniões a cerca de cada uma das coisas que está nesses espaços, assim como criticar a exclusão visual pela qual passamos. Proponho que tomemos esses espaços cada vez mais, sem se preocupar se é um castelo ou uma salinha. Se as pessoas estão bem ou mau vestidas. Se o segurança usa terno ou calça jeans.

Afinal, se "o museu é o mundo" e "arte é vida", nada mais natural de se necessitar de humanidade para transformar meros objetos em arte.

O BOPE bate a sua porta. Os traficantes jogam bombas do morro que caem no meio da rua e explodem. O tiroteio começa às 13 horas, quando as crianças do coleginho municipal atravessam a rua para ir pra casa. O secretário de justiça e o governados do estado assistem a tudo isso pela televisão. Eu assisto ao vivo, da janela da minha casa.

Agora, já fazem três madrugadas que a cidade maravilhosa passa por uma guerra. Veículos pegam fogo, pessoas morrem, inocentes se ferem. Só onze culpados foram presos. Todas as pessoas são impossibilitadas de sair de suas casa e seguir suas rotinas. Epa! Calma aí... todas as pessoas?

Bem, nem todas. Por enquanto, o fuzuê se localiza bem aqui na vizinhança: o famoso Complexo do Alemão. Bom, eu não conheço o alemão que deu nome ao Complexo, entretanto, conheço esta área do Rio de Janeiro como a palma da minha mão. Afinal, nasci aqui. Alemão, Adeus, Nova Brasília, Nova Olanda, Grota, Grotão, Cruzeiro, Maré, Manguinhos... e por aí vai. O Complexo do Alemão ainda não é a maior favela do Rio de Janeiro; é a Rocinha. Mas é claro que caminha pra se igualar a ela. Só que a Rocinha é a Beira-Mar, lá na Zona Sul. Aqui, é o outro lado, o lado que ninguém gosta... depois da Suburbana e um pouquinho mais.

Bem vindo a Zona Norte, terra de ninguém. Dominado pelo tráfico de drogas a mais de dez anos, vivemos assim e aprendemos a conviver com a situação a muito tempo. Todos por aqui já sabem o que fazer em caso de tirotéio. Todos por aqui já sabem se proteger das balas. Todos por aqui já perderam alguém próximo pro tráfico. Todos por aqui já estão a muito tempo cansados do toque de recolher e das guerras entra as facções rivais. Todos aqui sabem o que é conviver com o terror 24 horas por dias, 7 dias por semana. Vivemos a base do hoje, tudo bem. Amanhã, já nem sei...

Ao sinal do primeiro tiro, todos correm pra dentro de suas casas. Todas as lojas fecham. Todas as crianças são encaminhadas para dentro de suas escolas e esperam nos corredores. Todos nós esperamos... esperamos... esperamos... pelo quê?

Quando eu digo que não vou me render a estes marginais que estão fazendo terrorismo na minha cidade, eu deixo todo mundo me achando uma doida varrida. Ninguém entende a minha posição! ESTA CIDADE É MINHA, E NINGUÉM VAI EXPLODIR ELA DEBAIXO DO MEU NARIZ! Ninguém vai me botar medo, me prender dentro de casa e dizer o que eu posso ou não fazer. Eu vou sim pra rua, mostrar que esta cidade também é minha, que eu sou uma cidadão carioca e que terrorismo só gera mais violência.

Quero avisar pros amedontrados de plantão que a única coisa que morre de véspera é peru de Natal, e enquanto eu puder vou lutar com todas as minhas forças contrao tráfico de drogas, que é o gerador de tudo isso. Quando minha hora chegar, eu vou morrer. Todo nós iremos, seja de bala perdida, seja de velho.

E como diria Emiliano Zapata "Meu amigo, é melhor morrer de pé, do que viver de joelho".

Enfim, cá estou eu de volta. É, muita coisa aconteceu nos últimos tempos, esse espaço ficou meio abandonado, mas eu estou de volta. É que não consigo ficar longe do blog, eu gosto demais daqui.

Fiquei feliz de saber que a última mensagem que eu botei aqui, apressadamente, foi edificante para algumas pessoas. Além de eu saber que, de fato, alguém me lê, também fiquei sabendo que melhorei o dia de boas amigas. Como andei tendo umas péssimas semanas, gostaria de contar que a música "True colors" me ajudou a passar por esses dias sem pirar e nem precisar de tarjas pretas.

O problema é o seguinte: o ano não deu muito certo pra mim. E quando começou a propaganda "Já é Natal na Leader Magazine", eu fiquei mal. Fiz uma retrospectiva pessoal deste ano que já se vai e resolvi não comemorar meu aniversário. É claro que quase apanhei quando compartilhei isso por aqui, mas a nostalgia deste ano me pegou de jeito. A nostalgia nossa de cada dia tem caído sobre mim como se fosse uma bigorna.

Então, ao invés de tentar ser (in)grata pelo que me aconteceu este ano, resolvi ser grata por todas as graças e maravilhas que ocorreram com as pessoas à minha volta, que eu amo e que me aturam todos os dias. É claro que descobri que tinha muito a agradecer, principalmente porque ando insuportável nos últimos tempos. E então começei a ser grata por não ser egoísta. E também por poder me lembrar, por ter nostalgia. Porque, se eu sinto nostalgia, é porque algumas boas coisas aconteceram.

Talvez nem tudo tenha saído como eu idealizei, mas se eu ainda tenho do que sentir falta. Se tenho essa nostalgia esmagadora sobre mim, é porque eu tenho a agradecer.



You with the sad eyes
Don't be discouraged
Oh I realize
It's hard to take courage
In a world full of people
You can lose sight of it all
And the darkness inside you
Can make you feel so small

But I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow

Show me a smile then,
Don't be unhappy, can't remember
When I last saw you laughing
If this world makes you crazy
And you've taken all you can bear
You call me up
Because you know I'll be there

And I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow

I can't remember
When I last saw you laughing
If this world makes you crazy
And you've taken all you can bear
You call me up
Because you know I'll be there

And I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors, true colors
True colors are shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow


Ok, eu confesso! Não deu tempo de ler antes de ver o filme, ok? Pode me chamar de culpada se quizer, mas eu desejava tanto ver um filme de mulherzinha que acabei me rendendo a ele antes de ler o livro. Mas no dia seguinte eu consegui comprar o livro (promoção imperdível nas Lojas Americanas, versão pocket por R$19,90!) e ele será o próximo da lista.

Mas vamos ao filme. Um guru prevê o futuro de Liz. Segundo ele, ela terá dois casamentos, um curto e um longo. Perderá todo seu dinheiro, mas irá recuperá-lo todo de volta. Voltará para casa, mas resolverá fazer uma longa viagem, que vai terminar em uma visita a ele. Alé disso, o velho guru dá um presente a ela: um desenho que siginifica que ela deve sonhar, mas sempre com os pés no chão e deve pensar com seu coração.

Então, mais ou menos uns 6 meses depois, Liz deita sua cabeça no travesseiro e percebe que é extremamente infeliz. Apesar de ter uma casa, um carro, um marido apaixonado e uma carreira de sucesso, Liz percebe que nada disso valeu a pena: ela não conseguiu encontrar a felicidade em nada do seu american way of life. Então, no meio de uma prece, ela toma a decisão de se separar, achando que a liberdade a fará feliz. As previsões do guru começam a acontecer.

Durante um curto mas intenso caso com um rapaz mais jovem, Liz começa a reparar que, ainda assim, a felicidade está longe de encontrá-la. Ela cai em si quando o marido de sua amiga diz que ela sempre fica parecida com seu namorado. E aí entra a questão: é mesmo necessário ter sempre alguém ao seu lado? É necessário mudar para fazer outra pessoa feliz? No auge da sua loucura, com o coração em pedaços e um divórcio muito complicado correndo na justição, Liz abre mão da sua zona de conforto e resolve tirar umas férias... de um ano (menina de sorte)!

Sua viagem começa na Itália. Lá ela aluga uma casinha bem caidinha, aprende a falar italiano e conhece pessoas de diferentes partes do mundo. E, claro... conhece os prazeres da culinária italiana. Ao lado de seus amigos, ela vai de restaurante em restaurante, provando toda sorte de comidas e vinhos, até ficaar com um buchinho e comprar calças novas.

Em seguida, ela vai para Índia. Ela vai para um desses lugares de meditação, e acaba (claro) não conhecendo a guru que segue. Entretento, Liz aprende a necessidade da meditação e de ter um tempo para pensar. Além disso, ela percebe que só vai conseguir alcançar o seu "nirvana" na hora em que sua mente, seu corpo e seu coração estiverem livres e leves. Na Índia ela também conhece muita gente, aprende o valor do trabalho e abre sua cabeça para novos hábitos e costumes.

O terceiro lugar em que ela vai parar é Bali, local em que o filme começa e onde está seu amigo guru. Ela começa a seguir as receitas do guru, e também a ajudá-lo a transcrever um livro. Neste momento você começa a perceber como esta mulher tem sorte, atraindo só gente legal, bonita e inteligente. Liz começa formar mais um círculo de amizades, e percebe que, enfim, seu coração merece um novo amor. E quando Felipe quase passa um jipe por cima dela, é claro, você se dá conta de que ele é a pessoa certa pra ela.

Mas eu não vou te contar os detalhes. Só vou dizer que eu, de fato, gostei muito do filme, tive alguns momentos de catarse e dei uma choradinha discreta no fim. É claro que você se identifica com a personagem em alguns momentos, o objetivo do filme é esse, e a Julia Roberts continua magnifica. Ainda não tenho críticas ao roteiro, ele me pareceu bem amarrado, e conto se é uma boa adaptação depois que eu ler o livro. Quanto a fotografia, como cada lugar é mais lindo, maravilhoso e deslumbrante do que o outro, você fica de boca aberta e pede pelo amor de Deus para ganhar na mega-sena. É claro que eu não iria Índia, mas não vamos discutir sobre isso.

E só para comprovar como o filme é bom (pasmem!): meu noivo adorou!!!

Para ver filme, você vai ter que ir ao cinema. Mas se estiver afim de comprar o livro, clique aqui.

Ok, o que é catarse? Como ninguém é obrigado a ter estudado isso, eu explico. Catarse é como se fosse uma purgação emocional, o auge do que você pode sentir de mais profundo. O termo foi usado primeiramente para se falar do clímax da tragédia grega. Segundo Aristóteles, no livro "A Poética", a catarse refere-se à purificação das almas por meio de uma descarga emocional provocada por um drama. Na psicanálise é definido como descarga de energias psíquicas e emocionais que nos libera do peso dos traumas e emoções reprimidas ao longo das existências. Que eu diria que é quase a mesma coisa.

E por que estes filmes me fizeram ter uma catarse? Bom, isso é fácil de imaginar: eu chorei como desesperadamente e só parei depois de muito tempo dos créditos terem subido.

Então aí vai:

1 - Cidade dos Anjos (City of Angels, 1998): ok, ninguém anda de bicicleta daquele jeito! Mas eu começei a chorar muito antes disso, quando o paciente da Meg Ryan morre, nos primeiros 20 minutos. Concordo com você, ninguém me merece.

2 - De repente é amor (A lot like love, 2005): quando Oliver canta I'll be there for you para Emily, eu sou só lágrimas.

3 - Simplesmente amor (Love Actually, 2003): aquele clima de Natal, tantas vidas entrelaçadas, e o cara declarando seu amor em cartazes. Uma delicadeza que sempre me faz chorar. I feel it in my finger, i feel it in my toels...

4 - Um ato de coragem (John Q, 2002): esse é com Denzel Washington, no papel de um pai capaz de qualquer coisa para salvar a vida do filho doente. Além disso, mostra a pouca vergonha com que os doentes são tratados, tanto

5 - Cidade dos homens (2007): um nacional na lista. Esse me emocina porque só conhece a violência quem sofre uma. Mas a favela não é só feita disso. Mora muita gente boa lá, gente como o Acerola e o Laranjinha, que sofrem por causa das atudes de grupos que resolvem dominar.

6 - A corrente do bem (Pay it foward, 2000): mostrando que bonzinho só se fode!!!

7 - Minha vida sem mim (Mi Vida Sin Mi, 2003): uma mulher que acha que está grávida descobre que seus enjôos são algo muito, muito grave. Uma catarse por segundo, mas mesmo assim possível de se dar algumas risadas. Filme lindo, com uma trilha sonora que ajuda muito.

8 - Brilho eterno de uma mente sem lembranças (Eterna sunshine of the spotless mind, 2004): e se você pudesse apagar alguém, você o faria? Se você pudesse apagar da sua mente um grande amor e tudo o que vocês passaram juntos, será que valeria a pena só para não sentir a dor da separação?

9 - Um amor para recordar (A walk to remember, 2002): tá tudo muito bem, tudo muito bom, e você não entende porque ela diz que ele não deve se apaixonar por ela até os 45 do segundo tempo... daí não dá pra segurar as lágrimas.

10 - Ponte para Terabítia (Bridge to Terabithia, 2007): um menino, que sofre muitos preconceitos na escola, conheçe uma menina, e eles acabam tornando-se amigos inseparáveis. Só que um dia a professora deles o convida para um passeio, e sua amiga sofre um acidente. Ele passa a se culpar... e você sente todo o peso.

E você, que filme adicinaria a lista a cima? E qual excluiria? Qual filme que te leva a uma catarse?


Voltei, voltei para ficar... porque aqui, aqui é o meu lugar!!! Bom, gostaria de começar este post pedindo desculpa pelo meu afastamento, mas foi por uma boa causa. Estava estudando, e depois viajei pra casa da mamãe, e é claro que lá é um lugar em que eu não consigo trabalhar. Mas, enfim... aqui estou eu de novo pra falar sobre livros. Só pra variar.

Minha bola da vez é a série Percy Jackson e os Olimpianos, que eu terminei de ler com um deley de alguns meses. Mas valeu totalmente a pena. Eu li o último livro em um dia (na verdade, eu gastei no máximo uma semana pra ler a coleção toda). Eu adoro literatura seriada, e esses livros não tem jeito de largar. Você começa a ler e quer continuar. E quando chega o fim dá uma saudade...

O enredo é o seguinte: Percy, um menino meio atentado, começa a reparar que algo de errado não está certo. Perto de completar 13 anos, alguns fenômenos muito estranhos acontecem a sua volta, e sua mãe não pode mais esconder: ele é filho de Poseidon, deus do mar. É claro que isso é um baque na sua vida, e para fugir de todos os montros que o estão atacando, ele vai para o Acampamento Meio-Sangue, onde conhece grande amios e faz grande inimigos. Além disso, ele recebe sua primeira professia... e descobre que algo muito grande está para acontecer.

Percy se envolve em muitas batalhas, brigas e lutas. Aprende muitas lições e se envolve com todos os Olimpianos, conhecendo melhor este mundo e buscando entendê-lo e dendê-lo, ao mesmo tempo que vive sendo condenado por seus atos. Mas (como sempre) aos lado de seus amigos Grover e Anabeth, Percy torna-se quase invensível.

O assunto por si só já é muito interessante. Rick Riordan trabalhou uma atualização das lendas e mitos gregos, criando personagens muito densos e colocando tudo numa aventura maravilhosa. Além disso, ele me fez recorrer ao bom e velho Livro de Ouro da Mitologia e dar uma leve estudada num assunto que fazia algum tempo que eu não pegava. É claro que isso não seria nada se o autor não escrevesse maravilhosamente bem, prendendo a atenção com as loucuras e reviravoltas das suas histórias.

Uma história interessante e bem-humorada, que eu tenho certeza que agrada a todos os públicos, além de estimular nossa imaginação e nos lembrar de onde vieram algumas das histórias que escutamos até os dias de hoje.

Infelizmente, o primeiro livro foi muito mal adaptado pra um filme pro público infanto-juvenil. Olhe, eu não sou muito de criticar adaptações, mas acho que neste caso até eu poderia ter feito melhor. A história foi simplificada até um ponto que não há muito o que salvar. Com personagens rasos e uma história muito fraquinha, sinto muito dizer isso... mas foi um dos piores filmes de todos os tempos. Por isso, leia os livros!

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"Outra vertente deste aluvião são os 'diários íntimos' publicados na web, nos quais os usuários da internet contam suas peripécias cotidianas usando tanto palavras escritas como fotografias e vídeos. Trata-se dos famosos weblogs, fotologs e videologs, uma série de novos termos de uso internacional cuja origem etimológica remete aos diários de bordo mantidos pelos navengantes de outrora. É enorme a variedade dos estilos e assuntos tratados nos blogs de hoje em dia, embora sejam maioria os que seguem o modelo 'confessional' do diário íntimo. Ou melhor: do diário éxtimo, de acordo com um trocadilho que procura dar conta dos paradoxos dessa novidade, que consiste em expor a própria intimidade nas vitrines globais da rede. Os primeiros blogs apareceram quando o milênio agonizava; quatro anos depois existiam três milhões em todo o mundo, e em meados de 2005 já eram onze milhões. Atualmente, a blogosfera acolhe cerca de cem milhões de diários, mais do que o dobro dos hospedados um ano atrás, de acordo com os cadastros do banco de dados Tecnorati. Essa quantidade tende a dobrar a cada seis meses, pois todos os dias são engendrados cerca de cem mil novos rebentos, portanto o mundo vê nascer três novos blogs a cada dois segundos."

Uma citação auto-reflexiva sobre os blogs. As estatísticas acima são de 2005, e eu nem me atrevo a calcular quantos blogs existem hoje em dia...

De qualquer forma, o parágrafo foi retirado do livro O show do eu, da mestra Paula Sibilia, professora do curso de Estudos de Mídia, e do mestrado em comunicação, ambos da UFF. Uma pessoa maravilhosa e sorridente, que eu tive a honra de conhecer e cursar uma das matérias que ela leciona.

Para comprar este livro, que inclusive faz parte da bibliografia indicada para o mestrado da UFF, clique aqui. Pessoalmente, estou achando o livro maravilhoso e acho que é um desses livros essnciais na vida de todos que sem interessam pelo comportamento humano e as novas tecnologias de comunicação e informação. Além disso, o livro possui uma das capas mais interessantes que eu já vi.

E o kit livro + marcadores vai para... tã tã ran ran...

@Samis_a!!!

Prabéns xuxuza^^ Você merece!!! O contato já foi feito por DM e o link para conferir o resultado da promoção é http://sorteie.me/18O3

A Sam é minha amiga, blogueira do Fadas na Janela, que eun super recomendo.

É isso aí gente! Valeu a participação. Em breve teremos outras promoções. Estou tentando umas parcerias que vocês vão adorar!

PS: Hoje é o Dia D. Vote com consciência! E nunca se esqueça em quem você votou... se não nem tem de quem cobrar!!

Eu deveria ter escolhido o caminho mais fácil. Hoje eu vejo isso, consigo enxergar todos os meus erros. Eu estudei demais, falei de mais, li livros demais, me preocupei demais. E do que me serviu? Sou obrigada a escutar, todos os dias da minha vida, que a arte não leva a lugar nenhum. Só se você ganha um edital.

Nada mudou nos últimos 500 anos. E tudo piorou depois dos anos 1960. O que importa são números e letras. E para onde foram os sentimentos? Pra onde foi a fruição? Onde se encontra a arte?


E não venha me dizer que ela está dentro de cada um. A cada dia que passa, vejo cada vez mais centros de arte, galerias, críticos, professores e artistas muito mais preocupados com o cheque que receberam no fim do mês do que com o pensamento que andam produzindo. Porque arte é isso: pensamento, sentimento, fluxo de energia. Tudo bem que as pessoas precisam viver, mas eu sinto a arte cada vez mais longe de mim.

E olha que eu estou muito bem localizada. O Rio de Janeiro deve ter mais de mil locais de arte, incluindo centros culturais, galerias, arquivos, escolas de arte, museus... e no entanto, o que eu vejo não faz sentido.


Acho que o Hans Belting estava certo quando anunciou o fim da história da arte. E o outro, que é claro que eu não lembro o nome, anunciou o fim da arte. E eu, nem de longe, culpo os meios técnicos, como muita gente faz. Aliás, eu nem sei o que se passa na cabeça de uma pessoa que aponta uma fotografia ou uma videoarte, com alarde, e diz “isso não é arte”. Faça-me o favor...

Eu culpo as pessoas. Eu culpo cada um de nós e a mim mesma. Deixa-mos “essa coisa de arte” correr tão solta, paralela a todo o resto do mundo, que ela acabou se incorporando ao capitalismo de uma forma tão profunda que agora é muito difícil fazer as coisas fora do “grande circuito”.


Mas é claro que como sagitariana eu também sou uma grande otimista. Apesar de apostar no fim da arte, também acredito em sua ressurreição. E é só por isso que todos os dias encaro a luta do artista independente contra a máquina capitalista. Não se enganem, nem de longe encabeço uma luta pela arte comunista, não sou lá muito chegada do socialismo, e já tive muitos problemas com pessoas ligadas à tais correntes.

Acredito na ressurreição da arte através dos sentimentos, do fluxo de energia e da renovação constante de pensamentos. Acredito numa arte que está muito mais ligada ao inteior do que aos cheques e editais. Espero que o futuro me reserve uma arte acessível a todos, “entendível” por todos, ligada a uma educação formal e que também ajudará na educação pessoal de cada um.

Eu sou uma privilegiada. Tive a oportunidade de estudar a arte, estar muito próxima a ela, bater papo com alguns artistas. Tive a oportunidade de formar artes e por ela ser formada. Passei por muitas crises junto a elas e encontrei meu lugar nesse tal “universo das artes”. E qual é ele? À margem.

Acho que o maior terror de todo escritor é a página em branco. Ela fica lá, te olhando, opressiva e branca, sem nenhum caractere interferindo na sua brancura. Saiba que eu também me sinto assim. E nem sou autora de nada.

Porque, na verdade, todo blog é uma página em branco com tema livre, e você pode fazer o que quizer. Mas e quando não se sabe o que fazer? E quando você se sente ofuscado pelo branco?

É como quando se estava na escola. As aula de redação eram um martírio, mas não pra mim. Entretanto, no dia que a professora disse que o tema do texto era livre, eu fiquei mal. Eu não sabia o que escrever. Me senti tão oprimida pela página em branco que fiquei enjoada e mantive o trauma até um tempo atrás.

Isso me fez adiar a criação do blog por muito tempo. Como eu disse, todo o blog é uma página em branco, e páginas em branco me dão enjôo. Mas eu estou superando. Sim, ando fazendo terapia as custas de você, querido leitor.

Eu sei que eu tenho alguma facilidade pra me expressar com palavras escritas, mas as vezes eu simplesmente não sei sobre o que escrever. Como eu passei um mês sendo oprimida por muitas páginas em branco, escrevendo um projeto, em andei muito enjoada e acabei não postando muita coisa. Além disso, escrever estas coisas não deixa tempo pra nada e, de fato, acabei não fzendo nada de interessante pra contar.

Não vi filmes, não li livros. Só os técnicos... fiquei estagnada num projeto que eu nem sei se será aprovado e que começou exatamente como uma redação de tema livre: com uma página em branco e um enjôo chato.

Mas acho que todo o esforço vale a pena, e depois de alguns remédios pra enjôo e uma mãozinha de pessoas muito especiais, tudo deu certo. O resultado do trabalho ainda demora um mês pra sair, mas ninguém pode me acusar de não ter vencido um dos meus medos. Prometo que conto se for aprovada... tá bom, se não for também.

Acho que é muito importante vencer medos, ou pelo menos é o que os terapeutas dizem. Cada vez que eu faço um post eu venço um medo, e cada vez que eu recebo um comentário eu fico fora de mim de felicidade. Eu sempre achei que seria uma ilustre desconhecida, e continuo sendo. Mas receber um comentário de uma pessoa que eu nem conheço é algo inédito pra mim.

É isso aí. Depois de pouco mais de um mês postando, eu me sinto uma vencedora. Venci o tema livre e a página em branco! Venci o maior medo de qualquer autor. Agora, só me resta vencer meu segundo maior medo: baratas.



E isso aí pessoal! Cumprindo a promessa, e correndo o risco de pagar um mico, irei realizar o 1º Sorteio Fotochocolografia!

Bom, é um kit composto de um livro e seis marcadores.

"Os lugares da crítica de arte", livro organizado por Annateresa Fabris e Lisbeth Gonçalves, é uma compilação de artigos, além de uma bibliografia de referência nos principais cursos de graduação e pós-graduação do país. E, é claro, é muito interessante para qualquer pessoa que se interessa pelo assunto.

Os marcadores são de livros: "O Último Olimpiano", "O Aleph", "Coleção Caça-Feitiço", "Olhos de Falcão", "O Passageio" e "Chico Saber Xavier".

É claro que tinha que ser um livro sobre crítica. Esse aí é muito bom, eu tenho dois e estou sorteando um deles. Além disso, eu juntei esses marcadores pra ficar mais legal.

Para participar, é fácil! Vou seguir o modelo da Sam do Fadas na Janela (valeu, amiga^^).

1- Morar no Brasil ou ter um endereço de entrega daqui;

2- Ser seguidor de @carolzinha.bull no Twitter;

3- Retwittar a frase: #Sorteio Eu quero o kit livro+marcadores que a @carolzinhabull do Fotochocolografia está sorteando! http://kingo.to/ahT

4- São válidos até 10 twittes por dia.

Os twitts são válidos até o dia 02/ 10 começando hoje dia 18/09. E o sorteio será feito pelo sorteie.me.

Você não precisa seguir o site, mas isso pode te dar mais chances de ganhar. Se você adicionar o banner da promoção no seu blog, suas chances triplicam. E aí vai o código:





Participem, twitem e sejam felizes! Se não for pelo livros, que seja pelos marcadores =P

Fazer adaptação já é difícil. Mas fazer adaptação de um livro que faz parte da bibliografia de estudos de uma doutrina religiosa é ainda mais difícil.

Entretanto, Nosso Lar surpreendeu. E no bom sentido. Ouso dizer que é o melhor filme nacional dos últimos tempos. Mas, primeiro, vamos ao enredo.

André Luiz é um médico que leva uma boa vida, tem uma família linda, uma esposa atenciosa, uma casa feliz. Mas, como todo mortal, ele comete algumas 'infrações' de caráter. Além disso, ele tem uma doença da qual ele não se dá ao trabalho de cuidar. Então, um dia desses, a doença piora e ele morre. Só que ele não sabia que sua vida estava apenas recomeçando. Devido a vida que levou, ele passa um tempo no umbral para que possa perceber seus erros, se arrepender e pedir perdão. E no meio de uma oração sincera, ele é resgatado e alcança este lugar chamado de Nosso Lar. Lá, ele descobre que terá uma nova chance de reparar seus erros ajudando a outras almas, e que este trabalho pode render muitos outros frutos.

Eu não li o livro, mas pretendo. Dizem que falta muita coisa no filme, mas isso é normal. Além disso, como sempre, tenho uma impressão de fragmentação da história. Mas isso é problema da minha cabeça. Muita gente que leu o livro e viu o filme gostou muito dos dois, e disse que o filme não perde em nada com o livro, só acrescenta no nosso imaginário belas imagens.

E falando em imagem, vamos falar da fotografia (como sempre) esse filme é um dos mais lindos que eu já vi. Sério! Tem cada cena que vai fazer você ficar de boca aberta também. As imagens deste filme já se fixaram no meu imaginário de céu. Meu céu não é mas o de Dante, mas o Nosso Lar. É claro que grande parte do que se vê é computação gráfica, mas imagina construir tudo? Nem a bilheteria de Avatar ia pagar... e como os brasileiros ainda não aprenderam a prestigiar o cinema nacional, os filmes infelizmente ainda não se pagam com o lucro que deveriam. (Mas, talvez eu pague a minha língua, já que a bilheteria de estréia de Nosso Lar foi muito impressionante!)

Além disso, gostaria de elogiar muito a atuação de todos. Acho que não posso dizer que ninguém estava mau (ou mal?) neste filme. Todos os atores passam muita emoção. Afinal, é isso o que o filme é: muito emocionante.

Nosso Lar, assim como Chico Xavier, veio para atingir um novo filão e fez isso com muito sucesso. Explicando um pouco da doutrina espírita para leigos (como eu), está criando simpatizantes e desfazendo preconceitos.

Ah, é importante lembrar que o livro tem continuação e que a próxima parte do filme já foi anunciado!

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"- Por que as pessoas guardam fotos?

- Pra quê? Só Deus sabe! Afinal, por que as pessoas guardam coisas, tralha, lixo, montes de quinquilharias? Guardam, e é só o que interessa!

- Até certo ponto concordo com você. Algumas pessoas guardem coisas. Outras jogam tudo fora quando estão fartas dessas coisas. Sim, é uma questão de temperamento. Mas agora me refiro especialmente a fotos. Por que as pessoas guardam, especialmente, fotos?

- Como eu disse, porque não jogam as coisas fora. Ou porque elas lhes fazem lembrar...

- Exatamente. Elas lhes fazem lembrar. Agora, de novo, pergunto: por quê? Por que uma mulher guarda uma foto de si mesma quando jovem? Digo que a primeira razão é essencialmente, a vaidade. Foi uma bela moça e guarda a própria foto para recordar-se de como foi uma bela moça. Isso a anima quando o espelho lhe diz coisas pouco palatáveis. Talvez ela diga a uma amiga: "Esta era eu aos dezoito anos...". E dê uma suspiro... concorda?

- Sim, sim, creio que é bem verdadeiro.

- Portanto este é o motivo número um. Vaidade. Agora, o motivo número dois. O sentimento.

- Não é a mesma coisa?

- Não, não, é bem direrente. Pois leva a pessoa a conservar não só a própria foto mas a de um outro... uma foto dafilha casada, quando criança, sentada num tapete em frente à lareira, envolta em tule... muito constrangedor, às vezes, para a pesoa fotografada, mas as mães adoram. E os filhos e as filhas muitas vezes guardam fotos da mãe, em especial, digamos, se a mãe morreu jovem. "Esta era a minha mãe, quando moça".

- Começo a perceber aonde você quer chegar, Poirot.

- E, provavelmente, existe uma terceira categoria. Não a da vaidade, não o sentimento, não o amor: talvez o ódio. O que acha?

- O ódio?

- Sim. Manter vivo um desejo de vongança. Alguém feriu você. Você pode guardar uma foto para recordar, não pode?"

Trecho do livro A Morte da Senhora McGinty, da Agatha Christie. Retirado do livro Sobre fotografia, da Susan Sontag.


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Olá queridos! Que saudades... maa eu andei afastada por uma boa causa. Vocês nem fazem idéia da falta que me faz escrever. Mas, enfim... vamos ao assunto do tópico.

Terminei de ler a trilogia Magia ou loucura tem mais ou menos uma semana. E confeço que o final foi meio inesperado, eu esperava algo diferente, mas valeu a pena chegar até o fim. Bom, vou contar mais ou menos o enredo. A autora, Justine Larbalestier é uma australiana que viajou por muitos lugares do interior de seu país quando criança, e acho que isso meio que deu asas a sua imaginação.

Razão Cansino é uma garota de 15 anos nada comum. A começar pelo seu nome, Razão é muito diferente das adolescentes convensionais: ela nunca foi a escola, nunca ficou mais que dois meses numa mesma cidade, nunca conheceu uma cidade grande. Ela e sua mãe, Sarafina, percorrem todas as cidades do interior da Autrália em busca de oportunidades para ganhar dinheiro e fugindo da matriarca da família, uma bruxa má chamada Esmeralda, avó de Razão. Sarafina passa a vida toda ensinando a filha que magia não existe, que sua avó é uma doida de pedra e má feito o diabo, e que a única coisa que vale a pena é a razão: ciências, matemática...

Entretanto, Razão observa que sua mãe é uma pessoa diferente. As vezes ela tem problemas e sai um pouco de órbita. Infelizmente, um dia Sarafina fica louca de vez e Razão vai morar com sua temida avó em Sidney. Mas ao chegar lá ela descobre que as coisas são um pouco diferentes do que sua mãe havia lhe contado, e Razão começa a questionar pela primeira vez tudo o que havia aprendido. Será que a magia não existia? E se existia, será que era boa ou ruim? Será que ela, Razão, tinha magia? E se tinha, como usar? No meio disso tudo, Razão descobre objetos estranhos pela casa e uma chave que não é de lugar nenhum. Sua avó podia ser boa, ou era má como sua mãe havia lhe ensinado todos estes anos?

Razão descobre que a magia está em todos os lugares, todos os seres, e que terá que aprender a lidar com ela. Se usar muita, morre cedo demais. Mas se não usar, ela pode enlouquecer como sua mãe. Com a ajuda de sua avó, que se mostra muito mais humana do que bruxa, e de seus amigos, Razão irá explorar alguns segredos de família e enfrentas alguns de seus maiores temores.

Confeço a vocês que não é a melhor trilogia que eu já li. Mas é legalzinha... se você não tiver nada de interessante pra fazer, leia esses livros. Não é uma história muito leve e feliz; na verdade ela é meio pesada e dá um pouco de medo as vezes. Mas acho que esse é o grande barato da história: enfim, alguma coisa diferente. Li o primeiro livro e achei ótimo, então li os outros dois pra saber o fim. O terceiro livro é o mais fraquinho de todos, mas foi o que eu li mais rápido. Acho que é porque é o mais tenso dos três.

A história se passa num espaço de tempo bem curtinho, mais ou menos uma semana, e tem poucos personagens, o que ajuda no seu entendimento, já que o enredo em si é um pouco complexo. Alguns capítulos são contados por um narrador-observador, outros contados pela própria Razão. Além disso, as capas são muito fofinhas!!! Ok, ok... confeço que uma parte de mim escolheu o livro pela capa, e outra escolheu por causa do enredo. Mas as duas partes estão satisfeitas de alguma forma.

Era pra eu ter feito este post antes do feriadão e recomendado como uma leitura desinteressada pra um espaço de tempo ocioso. Mas como não deu, recomendo que no próximo feriadão vocês leiam essa trilogia, que eu tenho certeza que vai agradar muita gente.

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Andei por estes dias revisando um material antigo de Teorias da Comunicação, e fiquei espandata com uma constatação: a Teoria da Agulha Hipodérmica é muito válida até os dias de hoje. E vocês, querido leitor que nunca estudou isso, se pergunta: what the fuck???

Bom, eu vou te explicar: a Teoria da Agulha Hipodérmica (ou da Bala Mágica) diz que uma mensagem lançada pela mídia é imediatamente aceita e espalhada entre todos os receptores, em igual proporção. Os conceitos foram elaborados pela Escola Norte-Americana, durante os anos 1930, com o objetivo de fornecer bases empíricas e científicas para a elaboração de sistemas de comunicação, com ênfase nos efeitos da comunicação sobre o comportamento da população. Ou seja, a massa recebe a informação e absorve sem questionar ou responder.

Infelizmente, é o que eu vejo acontecer o tempo todo a minha volta. Muita gente me diz "isso é verdade porque eu vi na TV" ou então "é verdade! está no jornal". Se você viu CQC ontem pode observar que nem tudo que se lança no grandioso universo da comunicação é verdade. Eles criaram uma histórinha e lançaram no Twitter como se estivessem discutindo entre si. O resultado: a "discussão" foi parar até em grandes sites de notícias. E nem era verdade! Nem os próprios profissionais da comunicação questionam o que vêem, que dirá a "grande massa amorfa" na qual estamos nos transformando, cada dia mais.

Eu acredito que uma das pessoas de maior credibilidade hoje em dia não é o presidente Lula nem seu querido amigo, Barack Obama. Acho que é o Willian Bonner. Sério! Todos os dias ele e sua queria esposa apresentam um jornal medíocre e sensacionalista, que no entanto tem a maior audiência de todos os telejornais no ar atualmente. Uma vez me contaram uma destas lendas urbanas de que o Bonner uma vez disse que o Jornal Nacional era feito de um jeito que até o Homer Simpson poderia entender. E não existe ser mais boçal que Homer Simpson.

O que me dá mais ódio no coraçãozinho é que as outras emissoras em crescimento tem uma grande oportunidade nas mãos: criar um novo modelo de jornalismo. Não estou falando do famoso jornalismo imparcial, pois este todos sabemos que não existe. Estou falando de um jornalismo relevante, que dê a notícia por inteiro e que não se contrua sobre os dramas e desgraças. Infelizmente, tudo de "novo" que está vindo é velho, não buscam novos formatos, são cada vez mais sensacionalistes e boçáis.

E o pior de tudo é que eu acho que todo mundo vê isso, mas não está nem aí. Gente, este modelo de televisão está formando as futuras gerações através do sensacionalismo e da desgraça alheia. Que tipo de gente vai povoar o mundo daqui a 10, 20 anos? Não estamos acostumados a questionar o modelo, nem a nótícia, que dirá o perfil editorial. Estamos mesmo nos tormando a massa amorfa da Teoria da Agulha Hipodérmica e não estamos nem aí. Já que a grande mídia não me exige um feedback, então pra que questionar?

Estou falando isso porque venho observando a situação a algum tempo. Não estamos usando as armas das novas mídias ao nosso favor. Blogueiros do Brasil: uni-vos; para superar esta comunicação medíocre, estereotipada e boçal.

"Idealmente, a educação é uma defesa civil contra as cinzas radioativas dos meios de massa. Mas até hoje o homem ocidental não se educou nem se equipou para enfrentar os meios com suas próprias armas. O homem ocidental não só se mostra entorpecido e vago em presença do cinema ou da fotografia, como ainda agrava a sua inépcia através de uma condescendência e de uma arrogância defensiva despropositais em relação à “cultura popular” e às “diversões de massa”. Foi com esse mesmo espírito de paquidérmica espessura que os filósofos escolásticos fracassaram no desafio ao livro impresso, no século XVI. Os interesses investidos no conhecimento adquirido e na sabedoria convencional sempre foram superados e engolfados pelos novos meios. Seja para efeitos de conservação como para efeitos de mudança, o estudo deste processo, no entanto, mal se iniciou. A noção de que o interesse próprio aguça o olho no reconhecimento e controle dos processos de mudança carece de base, como o demonstra a indústria automobilística. Aqui vemos um mundo de obsoletismo tão condenado à lenta erosão como o foram as empresas fabricantes de caleças e carruagens, em 1915. Será que a General Motors, por exemplo, sequer suspeita dos efeitos das imagens da televisão sobre os possuidores de carro? As empresas jornalísticas também vão sendo minadas pela imagem da TV e pelos seus efeitos sobre o ícone publicitário. O significado do novo ícone publicitário ainda não foi apreendido por aqueles que, sob o seu influxo, arriscam perder tudo. O mesmo se pode dizer da indústria cinematográfica em geral. Essas empresas não são “alfabetizadas” senão em relação às linguagens de seus próprios meios e por isso são apanhadas desprevenidas pelas surpreendentes mudanças que resultam dos cruzamentos e hibridizações dos meios."

Marshall McLuhan. Os meios de comunicação como extensões do homem, página 221.

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Estamos em ano de eleição. E ano de eleição é sempre ano de comédia! Todos os dias, uma hora depois do almoço e uma hora depois da janta, o horário político gratuito bate a nossa porta para apresentar todas aquelas pessoas que buscam um cargo ou tentam se manter nele. Se você não viu, não sabe o que está perdendo. É a maior comédia de todos os tempos... na verdade, é melhor rir do que chorar. Ainda não entendo se os palhaços são eles ou nós.

A propaganda não é igual no país todo, a não ser pra presidente. Aqui no RJ, temos muitas pérolas. Romário, Mulher Pêra, Elimar Santos... além disso, tem uns caras que eu nem consigo ler o nome porque eles querem fazer uma autobiografia e contar suas propostas em 5 segundos, além de dizer seus números. É tão engraçado que eu não dou conta de ler o nome do cara!

Eu sei que eu não sou a única pessoa no mundo que faz isso. Só para deixar claro que eu não sou doente, eu não vejo as propagandas todos os dias, nos dois horários. Até porque eu juro que tenho mais o que fazer: uns torcentos livros pra ler, umas resenhas pra escrever, um projeto pra resolver... aff. Mas é algo que todos nós temos que assistir, afinal vamos de fato escolher nossos representantes no dia 3 de outubro.

Eu criei uns critérios para encontrar meus candidatos. E eu não vou contar em quem vou votar, porque o voto é secreto! E também não quero perder amizades... rs**. Vamos lá: eu não voto em candidatos que misturam política com religião. Eu não voto em ficha suja que deu um jeitinho. Eu não voto em candidato que sofreu algum tipo de ostracismo e também deu um jeitinho. Eu não voto em cadidatos que tentam levar a família toda junta. Eu não voto em candidato que foi eleito mais de uma vez e nunca fez nada (sim, eu sou dessas que marca a cara e pesquisa). Eu não acredito em candidato que promete demais.

Eu... bom, sou chata a beça! Será que eu vou conseguir escolher um candidato com todos esses meu parâmetros? É que eu sou meio idealista. Ainda bem que eu tenho mais de um mês pra me resolver. O problema ainda se mantém no fato de que eu não acredito na missa-metade do que os candidatos falam. Tipo aquela música do Biquini Cavadão "Eu presto atenção no que eles dizem mas eles não dizem nada". E lá pro final a mesma música diz "E é tão fácil ir adiante / Se esquecer que a coisa toda tá errada".

É isso aí. Na hora que você for votar, pense nos candidatos, pense no país que você deseja viver, pense nessa música (que é ótima, por sinal) e, seja egoísta! Pense no que você quer pra você. Geralmente, é o que todos querem mesmo... E, pense no seguinte também: você que colocar lá um palhaço, quer ser o palhaço, ou quer rir do palhaço?

PS: Fiquei pensando sobre isso desde que eu e a Sam, do Fadas na Janela, discutimos o assunto. Valeu a ajuda, amiga ^^

Gente, gostaram da cara nova do bloguito?? Agradeço a fofíssima da Thata adaptou pra mim!!!

Eu ADOREI as estrelinhas... agora só falta a gente descobrir qual o problema com o banner que não quer fixar. E o banner é lindo demais! Vocês tem que ver!!! Ela que fez também ^^

Além disso, estou planejando um sorteio em breve! Fiquem ligados.

É só isso hoje. Sem críticas por enquanto...


Depois de sair do cinema ontem a noite sobrepujada por um magnífico filme, eu descobri que a crítica (claro, sempre ela) caiu de pau em cima do diretor, roteirista e produtos do filme, o indiano M. Night Shyamalan. Peguntar não ofende: sempre teremos que ser nostálgicos em relação a Sexto Sentido? Por que não podemos simplesmente seguir em frente?

Shyamalan sempre foi desses caras megalomaníecos que gostam de escrever, produzir e dirigir seu próprio filme. E também sempre despertou o amor, o ódio e a discórdia no meio cinematográfico. Ele costuma fazer filmes do tipo amoe-o ou deixe-o. As vezes, as pessoas levam muitos anos para gostar e/ou entender seus filmes. Casos como esses podem ser lembrados por dois de seus filmes: A Vila e A Dama na Água.

Mas eu, particularmente, não estou aqui para discutir se ele é um gênio ou não. Confeço que não gosto de todos os seus filmes, e esta foi sua primeira adaptação. Mas deste eu gostei. E muito! O problema é que se criou muitas espectativas em torno do filme, que está pra ser lançado a sei lá quanto tempo. E todas as vezes que se rotula um filme como "um dos mais esperados" é fato que vai dar problema.

A história gira em torno do enredo do desenho Avatar: A Lenda de Aang (ou do game, o que vier primeiro). As nações que povoam a terra são nomeadas e divididas de acordo com o elemento que as representam: Nações do Fogo, Tribos da Água, Reinos da Terra e Nômades do Ar. O Avatar, uma espécie de ser mitológico e guia espiritual, único capaz de mantér contato com os espíritos da natureza, some do mapa. Ao saber disso, a Nação do Fogo resolve irá dominar e se aproveitar do outros povos, não só subjugando a todos, como também os proibindo de praticar o domínio de seus elementos.

O Avatar fica sumido durante quase 100 anos, até que um dia dois irmãos da Tribo da Água, Sokka e Katara, vão caça e se deparam com seu esconderijo. E aí começa o rebuliço. Os irmãos e o Avatar tem que fugir do exército da Nação do Fogo, ao mesmo tempo em que o Avatar e Katara, a última dominadora da água de sua tribo, devem aprender a dominar o elemento.

Muitas lutas maravilhosas, muitos efeitos visuais muito bem feitos e encaixados, uma trilha sonora que te ficar imerso no enredo do filme durante seus 103 minutos. As atuaçãos são, de fato, muito boas. Dev Patel desenvolve muito bem o papel de Zuko, o vilão atormentado, enquanto Jackson Rathbone, encarnando Sokka, mostra que pode receber mais do que meia dúzias de falas e, lembrar de todas e, ainda assim, atuar muito bem. Pra quem não sabe, Rathbon é o vampiro Jasper, da Sagra Crepúsculo. Vamos combinar, ele está sendo muito mau aproveitado noa saga.

Gostaria de dar destaque a Noah Ringer, no papel de Aang. O baixinho consegue se sair muito bem no papel, não só com as lutas mas também desenvolvendo um personagem muito rico e profundo. E ele é uma criança fofa ^^. A menina que faz Katara, braço direito de Aang, é Nicola Peltz, uma fofa de olhos azuis que também se sai muito bem, fugindo do esteriótipo de menininha indefesa e atrapalhada que eu achei que ela ia fazer. É outra que se sai muito bem nas cenas de luta.

Não posso deixar de dizer que a fotografia me deixou de boca aberta. Cada imagem mais linga do que a outra, cada desenvolvimento mais impressionante do que o outro. Acredito que o cenário ajuda, mas muito acontece pelas mãos do fotógrafo e dos câmeras. Como retratar os elementos, fogo, água, terra e ar, sem uma boa fotografia? Isso é impossível. A grande questão é que é muito difícil fotografar o elemento ar! E eles conseguiram!

Acho que o único furo que eu posso apontar é ter sido convertido para 3D. Não é um bom 3D e não foi feito para ser assistido em 3D. Então, não perca seu dinheiro, assisto o 2D mesmo, que é praticamente a mesma coisa. O problema é que essa onda de 3D está levando a todos a converter filmes, e o resultado não é bom. Fúria de Titãs não ficou bom, Alice no País das Maravilhas tão pouco (estou falando na questão do 3D ok?). Os diretores/produtores/editores deveriam ter aprendido alguma coisa com isso.

O filme é esteticamente bonito e impressionante, e eu não sei se o roteiro é uma boa adaptação. porque eu nunca foi de acompanhar o desenho e tal. Mas o que posso dizer é que foi um dinheiro bem investido e que recomendaria tranquilamente, porque vai agradar à toda a família. Um bom filme de entretenimento, com umas questõeszinhas ligadas um pouco a natureza e a essência do ser humano. Veja e venha aqui comentar o que achou!


O Aprendiz de Feitiçeiro foi uma das grande apostas do ano, e acabou desapontando muita gente. Mas não a mim! Primeiro porque eu não leio críticas antes de ver o filme. Segundo, porque o filme cumpriu o que se propunha a fazer.

Nicolas Cage, vulgo Balthazar, está lá, desempenhando um ótimo papel, no maior estilo Dumbledore. E eu ADORO Harry Potter ^^! Vamos combinar, ele é o "galã" do filme. O personagem principal, Dave, vivido pelo novato Jay Baruchel ,é um nerd desajeitado que não faz idéia do que o destino vai lhe pregar uma peça. Claro que esse jeitinho nérdico de ser é que conquista a garota dos sonhos dele.

A história é a seguinte: Merlin treina 3 grandes feitiçeiros para guardar seus grandes segredos e lutar contra o mal. Infelizmente, ele é traído por um de seus discípulos, Horvath, que o entrega para Morgana, um ser mau como o pica pau. Na tentativa de salvar o mundo Veronica aprisiona Morgana em seu corpo, e ambas vão parar dentro de uma boneca russa. A única pessoa capaz de salvar o mundo e lutar contra Morgana será o próximo merliniano e sobra pra Balthazar achar essa pessoa.

Ele fica nesta busca por muitos e muitos anos quando, por acaso, Dave entra em sua vida. E, bom... nçao será uma relação fácil. Como você convense um adolescente super ligado em ciências de que magia existe? Daí em diante, é só diversão. Com muitos efeitos especiais, muitas piadinhas e uma trilha sonoro ótima, O Aprendiz de Feitiçeiro com certeza é um filme que vale o ingresso.

Fica a dica: revejam Fantasia, aquele filme de animação com o Mickey. O filme tem uma inspiração nele, e faz uma releitura da cena em que o mago manda Mickey arrumar o laboratório e ele tenta da uma de espertinho usando magia e causa a maior confusão.

Pelo que eu andei lendo, o filme sofreu duras críticas. Mas eu gostei, e muito. E recomendo. Ele não é o filme do ano e está longe de entrar para alguma dessas listinhas famosas ou concorrer a um Oscar, mas entretem e diverte do início ao fim. E, sejamos muito sinceros, este ano tá osso pra indústria cinematográfica...

PS: Será que conseguirei ir assistir O Último Mestre do Ar amanhã? Alguém sabe me dizer se ele foi feito ou convertido pra 3D? Uma vergonha que eu ainda não saiba isso, mas é porque... bom, como eu disse à cima, eu não leio críticas antes de ver o filme. Como é uma das "grandes apostas" (odeio essa expressão) do ano, eu tenho medo da fila.


Eu estava devendo um post aqui sobre a série de livros "Magia em Manhattan", da canadense Sarah Mlynowski. Tem uns meses que eu li e achei muito legal. Agora, com um distanciamento, continuo adorando os livros.

Leve, delicada e engraçada: são três palavras que resumem o estilo desta trilogia. A história começa de um jeito bem simples, como todo os livros para adolescentes devem ser. Rachel é uma típica adolescente: estuda, tem sonhos, problemas com a família, desejos de ser popular, paixões platônicas... enfim, ela poderia ser qualquer menina de 15 anos que você conhece. Entretanto, tudo está prestes a mudar! Numa manhã dessas qualquer ela vai descobrir um segredo de família, que sua mãe guardou às sete chaves: ela é uma bruxa. De verdade. E sua irmã mais nova, Miri, também.

O que serviria para deixar qualquer um louco torna-se uma grande comédia: enquanto sua mãe proíbe Miri de fazer feitiços, Rachel procura formas de realizar seus desejos de maneira meio ilícita. E seu primeiro pedido? Tornar-se popular. E é aí que a confusão começa. Ao mesmo tempo que Miri quer respeitar o desejo de sua mãe, ela também quer conquistar um espaço maior no coração de sua irmã. E, apesar de não poder praticar magia antes de terminar suas lições com sua mãe, ela resolve atender os pedidos de sua irmã. E, claro, sendo uma jovem idealista, Miri resolve ajudar o mundo. Todo mundo ao mesmo tempo.

E os outros três livros são pautados nesta mesma linha: Rachel e Miri se enfiando em confusões inesplicáveis por causa da magia, que nenhuma das duas entende como funciona direito. Além disso, Rachel não entende por que sua irmã mais nova tem poderes mágicos e ela não. A menina já tinha conseguido os seios, por que não deixou pra ela a magia?

Entretanto, a grande virada acontece quando, de repente, Rachel se torna a pessoa mais sensata dessa família nada comum. Enquanto sua mãe, depois de muito anos sem praticar, torna-se uma viciada em magia, sua irmã resolve concentrar toda a sua atenção em salvar os outros e se esquece de si mesma. O que Rachel pode fazer quando se vê no meio de duas bruxas descontroladas?

E você se pergunta: E AGORA??? Bom, eu não vou contar!

Recomendo estes livros para uma leitura leve e despretensiosa. A linguagem é simples, a história tem muitas reviravoltas e você vai se surpreender. E ouso dizer que o livro pode agradar tanto as mães quanto as filhas.

Agora estou na espectativa de sair o 4º livro: Parties & Potions (Festas e Poções). Tenho certeza que este livro será o melhor de todos. Fiquem aqui na torcida comigo para a editora Galera Record lançar logo!!!

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PS: Infelizmente, não encontrei para vender Parties & Potions nem em inglês. Este ficarei devendo!

Meu Vício Agora
Kid Abelha

Não vou mais falar de amor
De dor, de coração, de ilusão
Não vou mais falar de sol
Do mar, da rua, da lua ou da solidão

Meu vício agora é a madrugada
Um anjo, um tigre e um gavião
Que desenho acordada
Contra o fundo azul da televisão

Meu vício agora...
É o passar do tempo
Meu vício agora...
Movimento, é o vento, é voar...é voar

Não vou mais perder
Lágrimas baratas sem nenhum porque
Não vou mais perder
Melôs manjadas de Karaokê

E mesmo assim fica interessante
Não ser o avesso do que eu era antes
De agora em diante ficarei assim...
Desedificante

Meu vício agora...
É o passar do tempo
Meu vício agora...
Movimento, é o vento, é voar... é voar


Título original: Inception

Elenco: Leonardo DiCaprio, Michael Caine, Marion Cotillard, Ellen Page, Cillian Murphy, Joseph Gordon-Levitt, Ken Watanabe

Direção: Christopher Nolan

Gênero: Ficção científica

Duração: 148 min

A Origem, sem dúvida, será o filme do ano. E Chritopher Nolan, sem dúvida, será o diretor do ano. Mas se nenhum dos dois ganhar um Oscar, não se chateie. A Origem, de fato, não é pra qualquer um. Mexendo mais uma vez com nosso subconsciente e explorando o lado dos sonhos, Nolan consegue se sair bem de novo! E dessa vez não é só dirigindo. Ele é o roterista e o produtor. É claro que o elenco também ajudou, mas um bom elenco mau dirigido é o caos (vide Predadores).

A narrativa se desenvolve em torno de Dom Cobb, um habilidoso ladrão. Mas a especialidade dele vai muito além de jóias e dinheiro: ele rouba segredos, e é o melhor do ramo. Durante o sono, quando a mente está mais vulnerável, ele entra no sonho em busca dos segredos mais bem guardados. E ele sempre encontra o que procura. No mundo capitalista, ele se torna uma peça fundamental para a espionagem industrial. Mas seu trabalho faz com que ele perca tudo o que lhe é importante e se torne um homem procurado pela polícia. Isso significa: ele não pode voltar para casa.

Então ele recebe uma proposta (quase indecente): implantar um segredo, um pensamentozinho na mente de um homem muito poderoso. O que ele receberá em troca? A liberdade, a possibilidade de voltar pra casa e recomeçar sua vida. Mas isso é algo que ninguém sabe se será possível. Mas ele aceita o trabalho mesmo assim, sabendo que essa é a única saída para poder realizar (ironicamente) seu sonho.

Para tanto, Cobb forma uma equipe com os melhores na área e arrisca tudo o que tem (claro, sem avisar a ninguém das consequências de suas escolhas) nesta último trabalho para ter sua vida de volta.

Eu sei que eu andei criticando filmes que fogem da realidade, mas este consegue te fazer acreditar que tudo é possível. Os cenários, a estética, a fotografia... tudo contribui pra te fazer acreditar que qualquer sonho é realidade. Afinal, quando estamos tendo um sonho, por mais absurdo que ele seja, nós temos todas as sensações boas e ruins que estão rolando. Se você acha que jé viu realidades alternativas, esta aqui com certeza vai te surpreender.

É claro que eu não poderia deixar de falar sobre a trilha sonora do filme, essencial para criar todo o clima do filme. Cada música, cada elemento está no lugar certo, na hora certa, e contribui profundamente pra história. Particularmente, uma ótima compilação musical.

Com nada além de um roteiro que, no final, pode se mostrar nem tão original assim, A Origem merece todos os elogios e rasgações de seda à cerca de qualquer aspecto do filme. Longe de ser medíocre ou mentiroso, o filme entra, agora e definitivamente, pra lista dos melhores filmes da história.

"Observanção típica de avó, pensei, lembrando-me particularmente de minha outra avó, tão adepta das "ocupações femininas" - bordar, fazer acolchoados, transformar em tapete meias velhas cujos buracos ela já cerzira. Não lembro se ela alguma vez fizera renda ou bordado. Mas, renda ou bordado, tranquilizei-me. Que diferença faz? O que importa e a teoria. Agora percebo, entretanto, que a atitude de autodefesa diante do reparo de minha avó não se manifestou na verdade por ser um comentário típico de avó, mas por me ter lembrado um tipo de historiador da arte que, diante de um argumento teórico, o refuta apontando enganos banais. Mas minha avó não era uma historiadora da arte e enxergava as coisas numa outra prespectiva. O fato de ela identificar a diferença entre uma renda e um borado e entre um dente e um olho resultam de uma habilidade não valorizada no interior da disputa disciplinar que eu imaginava. Pode ser verdade que, nesse caso, pouco importa se se trata de renda ou de bordado, mas importa muito o fato de que minha avó conseguia ver algo que eu não via: isso demonstra que aquilo que cada um de nós vê depende da história individual de cada um e do modo como cada subjetividade foi construída."


Fragmento do livro "Sobre as ruínas do museu", de Douglas Crimp.
Editora Martins Fontes, 2005.

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